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  • Foto do escritorEditora Pendragon

Relatos de um Samurai

Estas notas foram encontradas em uma masmorra escura, sujas e muito gastas. O destino de seu antigo dono é desconhecido, mas tudo indica se tratar de um jovem samurai do reino de Wani...






"Deixar Wani foi difícil, porém, necessário. O senhor me treinou para servir, assim como vovô fez o mesmo e o bisa também. Conhecer o mundo me faria bem, eu também sabia disso. Conhecer pessoas e suas histórias, as gerações que se estendiam pela sombra de mulheres e homens oprimidos pela tirania do Falso-Deus. Muitos, podiam descender de reis e heroínas ou quem sabe, deuses. Bom, também sabia que eu precisava compreender o inimigo e esmagá-lo quando a hora chegar. Experiência e informação.

Em uma das minhas andanças, pai, eu encontrei um aliado valoroso para nossos interesses. É um kajito de Nova Bantija. Possui a astúcia de um malandro misturada a uma frieza intocável para sair de problemas. Demos cabo certa vez de dois guardas do falso-rei que exigiam suborno, foi fácil.


Tomamos a estrada juntos, conhecendo outros que se juntaram a nós. Não partilhei de meu propósito, mas sei que posso confiar neles. No momento certo, contarei.

Há um deti uhlia entre eles, é ousado na fala e o que falta em tamanho possui de coragem. Se denomina Gugnir, um cavaleiro da Sarjeta. Tão pouco sei de seu passado, mas deixou claro sua oposição aos seus semelhantes de pele verde. Existe uma Nol’ran de habilidades incríveis, é uma maga, caro pai. Há quantos anos não vemos uma? Tenho certeza que ela poderia ensinar aos nossos alquimistas uma maneira de aperfeiçoarmos as bocas-de-dragão. Não posso deixar de citar os outros dois que nos acompanham: Úlfrkarl e Arthan. O primeiro, um quieto de aparência selvagem, não como um animal, mas como se vivesse entre eles. Arthan é um típico homem da fé, é devoto de uma deusa de belo nome.


Quando juntos, percebi que suas personalidades destoavam. Depois de horas até um vilarejo de pequeno nome, o povo que nos recebeu teve certo receio e, é um tanto estranho andar entre eles e não ser reconhecido. O disfarce permanece, meu pai. Aliás, descobri que Goblins não bem vistos por aqui. As crianças possuem vontade de serem arautos de Kallindra, a deusa a qual o paladino idolatra. É esperançoso que elas estejam dispostas a isso neste mundo tão cruel governado pelo tirano usurpador. Mesmo que os olhares receosos caíssem sobre Zyrania e Gugnir, eu sonho que todas as raças possam viver juntas como nós vivemos juntos aos humanos, aos senjus e aos onis. Este também é seu sonho, não é pai?"





"Escrevo esse relato diante o símbolo da fé desta deusa a qual o povo sangraria se ela os convocasse. Esse dia chegará.


Fomos a taverna e recebemos um trabalho. Mas antes, soube do prefeito que os coletores de impostos roubam do povo duas vezes ao ano e com eles, uma escolta grande oprime cada família. Eu mandaria membros do Michi para cá. Mas, o senhor é sábio e tomará a melhor decisão.


Comemos e bebemos de maneira farta. O bárbaro é apreciador de cerveja, eu acompanhei Zyrania no suco. Não tenho idade para beber, o senhor sempre me disse isso. Não há vício que podemos cair.


O trabalho é simples, devemos eliminar goblins que roubaram uma fazenda e aterrorizam o povo. Será um bom teste para tudo o que aprendi nestes anos de treinamento. Repousamos e após o café, partimos. O homem lobo nos guiou de maneira formidável, sua habilidade de rastrear é incomparável. Pansha não deixou de tocar seu alaúde.


Chegamos ao abrigo dos goblins. Porém, o que o nortenho possuí de habilidade para rastrear os inimigos, lhe falta em paciência. Avançou aos berros e empunhando sua espada. Invadimos e lutamos contra os goblins. Eu sangrei pela primeira vez, é uma sensação engraçada. Somos como os humanos, pai. Isso, me alegra. Mas, adiante pela caverna encontramos mais dos pequenos demônios e meus aliados os subjugaram com furor. São bons no que fazem.


Ele veio em nossas memórias e voamos outra vez, pai. Era verdade o que o senhor me contava, existem fragmentos daquele que voamos para combater. A própria Desgraça dos Céus nos ofertou partes de seu ser, partes únicas de seu imenso poder e terei que aceita-lo para que possamos dar o primeiro passo. O primeiro passo para a revolução. Destruiremos as estruturas desse mundo cruel e libertaremos cada povo oprimido pelas garras do falso Deus. Eu juro pelos Quatro e por nossos antepassados que serei o Dragão que libertará todos."



Isso foi o que consegui decifrar até agora, assim que eu tiver mais informações sobre estes documentos, trarei aqui.


Traduzido por Gregory Harkovtzeff

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