Darth Vader contra Voldemort

February 13, 2016

 

 

            Vídeos famosos no YouTube sempre geram boas discussões. Dia desses estava eu assistindo à um vídeo de dois youtubers e nerds famosos sobre os filmes que vem por aí em 2016, e “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, novo longa do universo de Harry Potter, foi citado. Um deles, conhecido por ser o mais ranzinza, fez uma interessante analogia. Disse que o universo de J. K. Rowling é como uma toalha molhada, e enquanto ela foi sendo torcida, dinheiro foi caindo ao invés de água. E que este próximo filme seria a última gota da toalha tão torcida que se tornou quase uma barra de ferro. O seu companheiro, mais divertido, respondeu que o mesmo pode se dizer de Star Wars. Foi como um coice de cavalo, um chute de Anderson Silva, um tiro de escopeta, a mais pura verdade. Sagas antigas estão sendo reutilizadas com a intenção de agradar os fãs, expandir o universo e, é claro, fazer dinheiro. Tanto que, das dez maiores bilheterias do cinema, duas são de sagas clássicas (Star Wars Episódio VII e Jurassic World).

 

            Mas qual é o ponto? O ponto é, nos comentários, vários fãs de Star Wars foram em defesa do primeiro youtuber com os velhos argumentos de sempre; “Harry Potter é coisa de criança, Star Wars domina, Star Wars tem dia próprio, Voldemort é o Sméagol sem nariz”, etc... Sou suspeito para falar porque sou Potterhead, mas nada tenho contra a franquia de George Lucas. Pelo contrário, acho Darth Vader realmente um dos melhores vilões da história do cinema e a Marcha Imperial sempre me arrepia quando ouço. Mas tenho certeza que, para a cultura pop, tanto Harry Potter quanto Star Wars são dois marcos importantes. Não é a toa que sua autora, J. K. Rowling saiu da condição de beneficiária do “Bolsa Família” inglês para a mais rica mulher do Reino Unido, mais até que a própria rainha Elizabeth II. E são universos diferentes, propostas diferentes, estilos diferentes... Como comparar uma ópera espacial, com planetas, lasers, sabres de luz, jedis, siths e “A Força” com uma escola de magia, vassouras voadoras, duelos de varinhas, aurores, comensais da morte e magia? É ilógico e, com o perdão da palavra, coisa de fanboy.

 

            Só quem leu os sete livros da saga do bruxinho sabe que o leque de possibilidades para filmes, seriados e dezenas de outras coisas. Quem é do mundo geek deveria parar com essa mania triste de denegrir uma coisa em prol de outra. Tudo tem o seu valor. Tudo nos torna mais felizes, algumas coisas mais do que outras. Tudo nos faz mergulhar de cabeça em outros mundo e esquecer, por algumas horas, seja lendo uma HQ, livro ou mangá, ou vendo um filme, desta realidade não tão boa em que vivemos.

 

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