Entrevista com Alexsandra Figueiredo

February 19, 2016

 

 

 Josué – Para quebrar o gelo e conhecermos um pouquinho de sua história, nos diga: quem é Alexsandra Figueiredo?

 

Alê - Uma pequena garota cheia de sonhos e muita esperança. Desde pequena cresci envolvida pela música e pela literatura, graças á meu pai e meus professores. Com uma mente extremamente criativa, alegre, persistente e também muito determinada. Difícilmente alguém consegue me fazer desistir dos meus sonhos. Muito eclética quando se trata de música, filmes, séries e principalmente livros. A literatura foi um portal em minha vida, que pôde unir meu EU interior a mim mesma.

 

Josué - Muito legal a influencia do seu pai em despertar seu interesse pela leitura. Você acha que isso foi fundamental para sua decisão de ser escritora?

 

Alê - Sim, foi fundamental. Meu pai admirava muito o fato de eu querer seguir por ambos os caminhos, tanto na música, quanto nos livros. Muitas vezes, ambos sentávamos a mesa de casa para lermos alguns livros juntos e com o passar do tempo, fui capaz de despertar nele também um grande desejo voraz em ler os mesmos livros de ficção que eu. Em todos os momentos em que eu escrevia, qualquer livro, poesia ou texto, ele estava lá, sempre incentivando e desejando saber mais sobre o que eu estava trabalhando.

 

Josué – Além de escritora você também é musicista?

 

Alê - Sim, eu toco viola erudita e também já fiz canto coral. Mas houve um momento muito decisivo em minha jornada em que tive de optar entre ser uma violista profissional, ou escritora, pois é muito difícil unir ambas ás áreas. E eu optei por ser escritora, mas a música sempre está presente em minha vida. Todos os dias costumo cantarolar, ou praticar um pouco em meu instrumento e isto faz com que eu expresse tudo o que sinto. Na literatura posso ser eu mesma, verdadeira, contente, sonhadora e principalmente sorrindo acima de tudo. Mas na música, posso expressar tudo o que sinto, e vivenciar tudo aquilo que outros compositores e musicistas sentem e já viveram.

 

Josué – Você acredita que os livros podem ser uma fuga da realidade, essa que pode ser muitas vezes cruel e egoísta?

 

Alê - Sim, eu acredito que possa ser um portal de equilíbrio, e um ponto de apoio também para o leitor. Que pode encaminhá-lo para outro universo e outras dimensões, salvando ás pessoas da realidade monótona e altruísta em que vivem.

 

 

Josué – Os livros te ajudaram a se libertar, a se descobrir?

 

Alê - Sim. Não apenas os que eu costumo ler, mas os que eu também escrevia. Pouco a pouco pude superar minhas expectativas, e através deles pude expressar quem eu realmente sou e onde quero chegar através das palavras. Sim, eu também pude descobrir a mim mesma através dos livros, e encontrar minha verdadeira essência.

 

Josué – Você acredita que eventos como a Bienal do Livro podem ser portas de entrada para futuros escritores?

 

Alê - A Bienal do Livro com certeza é uma grande oportunidade para futuros escritores. Ter a chance de estar lá e podermos expor nosso trabalho é uma oportunidade gigante, que muitos escritores sonham em ter. Há centenas de leitores todos os dias passando por lá, eventos magníficos e também escritores profissionais excelentes que estarão lado a lado dispostos a divulgar seus trabalhos no mesmo espaço em que você estará (Bienal do Livro).

 

Josué – Vamos falar um pouco sobre seu primeiro livro, A Phoenix. De onde surgiu a inspiração para escrevê-lo?

 

Alê - Eu costumava assistir alguns filmes com Phoenix, e até mesmo observar a mitologia dela, e sempre achei a história muito vaga. Ninguém explicava ao certo qual era o propósito da Phoenix nascer, viver, morrer e renascer em um ciclo interminável. Então quando terminei de ler a trilogia Millenium do autor Stieg Larssom (uma trilogia envolvendo romance policial), me inspirei na bravura e coragem da personagem Harriet que ele retrata em sua história. Eu já possuía a essência da personagem, faltava apenas a história. Me aprofundei na ficção, em outras dimensões, em outros universos e uma ideia foi surgindo automaticamente atrás da outra. Eu queria respostas sobre o enigma da Phoenix, e ao me deparar com um grande vácuo, decidi criar minha própria verdade, minha própria realidade.

 

Josué – O que você procurou passar para seus leitores quando o escreveu?

 

 

Alê - A história da Phoenix não deve ser vista como apenas a história do ser que entra em combustão e renasce de suas cinzas. Quis abordar a origem da vida, o que une todas ás crenças e a verdadeira razão de cada ser estar onde está. Por mais que eu não acredite em sorte, ou destino, acredito que certas coisas devem acontecer, e também tem um grande propósito. A Phoenix retrata isto principalmente, não apenas descobrir a verdade sobre si mesmo, mas descobrir a verdade sobre a vida e sobre todos que estão ao nosso redor.

 

Josué – Quais são seus planos para o futuro?

 

Alê - Pretendo continuar escrevendo meus livros, poesias e histórias envolventes. Espero me tornar uma escritora profissional assim como os escritores em que me espelho, entrar na faculdade de Letras e Psicologia, adquirindo experiências, conhecimento e também continuar estudando e buscando respostas até meu último segundo.

 

Josué – O que você gostaria de dizer para seus novos leitores e autores iniciantes?

 

Alê - Para os leitores gostaria desejar uma ótima leitura e que vocês possam se apaixonar pela história de Harriet, assim como eu me encantei desde o primeiro segundo que pensei nela. E agradeço desde já, por estar tendo a oportunidade de expor meu trabalho para cada leitor.

E para os os autores eu digo:

"Não desista. E nunca diga nunca. Nossos sonhos são plataformas, e nós podemos nos levar cada vez mais para além delas. O possível só se torna impossível e não acontece para aqueles que deixam de acreditar. Ter fé, esperança e determinação é o que pode mover o autor para um propósito maior."

 

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