Futuros Incertos



Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar prêmio Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha no Pacífico, nem ter um câncer terminal de ouvido, nem sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós.” - John Green (Cidades de Papel).


É muito complexo pararmos para pensar em como seremos, ou como iremos estar daqui há dez, vinte, ou trinta anos. Os caminhos para atingirmos metas e nossos objetivos são difíceis, mas não são impossíveis.


Nada é impossível, se você acreditar.


O futuro é um caminho muito incerto, composto de agoras, mas assim como um brilhante escritor de Indianópolis disse: “Nós vivemos a vida agora, ou vivemos a vida para o futuro?” - John Green.


Por isso, questiono: De que nos adianta refletirmos sobre como iremos estar amanhã, ou no futuro, sendo que nós não vivemos e não aproveitamos a vida que temos agora?


"Mas as coisas vão acontecendo... as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos... E nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. (...) Mas ainda há um momento entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros.” - John Green (Cidades de Papel).


Todos os jovens tem planos e metas. Os planos são todas as linhas sólidas que tem grande chance de não acontecerem, onde os planejamentos não possuem outras opções, ou um plano B. Por exemplo: Quando você deseja ter filhos, mas é estéril, então por que não adotar? Ou quando deseja ganhar na loteria, ter muito dinheiro e uma vida financeira tranquila mas não consegue, então por que não trabalhar e correr atrás? Ao invés de esperar que a “sorte” lhes dê esta oportunidade?


No entanto, as metas são mais decisivas, por exemplo: Você pode escolher se vai para a universidade, ou se irá se casar, se você irá viajar, ou ficar em casa. Você pode escolher o que irá ser, optar por aquilo que quer, e onde vai chegar. As metas você é capaz de mudar, optar ser diferente ou escolher um caminho diferente daquele que escolheu no início.


Mas os planos não funcionam assim, eles escolhem por você, e não você por eles.


É muito difícil falar como estaremos daqui há dez anos, mas podemos imaginar como desejamos estar.


Para muitos que seguem metas, talvez daqui há dez anos a vida possa ser diferente e menos conturbada, mas para quem segue planos, nunca irão conseguir escolher por aquilo que está por vir.


Todos os momentos da nossa vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade para arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade para que eles consigam arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade.” - John Green.


Há praticamente uma linha exatamente igual a todas as outras em nosso caminho. As pessoas trabalham, fazem uma faculdade, casam, tem filhos e apenas quando se realizarem com tais fatores, eles dizem que só então estarão felizes. Mas há uma ordem infeliz e cronológica nisso. Você vive o hoje em função do amanhã, fazendo planos para amanhã, ilusionando sua vida inteira dentro de sua cabeça, para no final ser então feliz.


Mas por que não podemos ser felizes agora?


Por que adiarmos tal felicidade para um amanhã, que a princípio também pertence ao agora?

O momento de sermos quem realmente somos, fazer tudo o que desejamos e sermos felizes, não deve ser deixado para o amanhã.


Enquanto planos são feitos quando vamos a escola, para depois irmos a faculdade, para termos filhos e sermos felizes, não vemos nenhum intervalo de tempo, dentro de nós mesmos, para sermos felizes agora, porque é isto que realmente importa.


Então por que deixar para depois?


E mesmo em meio a tantos erros e incertezas, sabemos que o futuro é inesperado e que ao longo dos anos, ele e todas as metas podem mudar. Por isso agora não devemos nos preocupar ou nos desesperar tanto em busca de certezas para um futuro imprevisível.


Devemos optar e escolher viver o agora, como se não houvesse um amanhã, pois assim como disse John Green: O para sempre é composto de agoras.


O ontem e o amanhã é o agora. Estamos presentes, no agora. Podemos e devemos ser felizes agora.


Mas não são todos que se deparam com este fator existencial, por isso, chegando ao final de tudo, utilizo a mesma pergunta de John Green para lhes questionar:


Vivemos a vida agora, ou vivemos a vida para o futuro?”.


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