O Grito

May 5, 2016

 

 

Olá leitores, anteriormente vocês tiveram contato com o meu primeiro texto neste blog, um conto chamado O Tropeço. Agora quero compartilhar com vocês um dos meus poemas. Este se chama O Grito e eu o escrevi em um momento de grande frustração, no qual me sentia sufocada pela enxurrada de coisas que me cercavam e, bem, quem nunca se sentiu assim? Espero que o apreciem como eu, que cada vez que o leio lembro-me do momento de “crise” superado. Talvez ele os ajude a fazer o mesmo. Superar.

 

O Grito

 

Dia bonito...
Céu bonito...
Sol bonito...
Tudo bonito...
Mas esperem! Estou ouvindo um grito!
Olho para os lados e nada vejo,
Mas ainda ouço o som alto e desesperado.
O que está havendo? De onde vem esse som tão angustiado?
Ei, você aí! Não está ouvindo também? Ei! Não me ignore! Por que anda mais rápido agora? 
Estão com medo de mim, mas e o grito? Não conseguem ouvir esse barulho atormentador?
De onde vem o grito?
Nada nas ruas...
Ninguém grita na avenida...
Não há qualquer sinal dele nos ônibus da cidade...
Grito? Onde está?
Paro no meio da calçada e sinto.
Sinto o grito.
E descubro de onde ele vem.
A única maneira de cessá-lo é encarando a realidade de que esse grito repleto de tanta agonia vem de dentro da minha alma. Do mais profundo âmago. 
Como cessar o grito com a realidade?

Como encarar que não há mais liberdade? 
DIGA, DIGA, DIGA
A verdade!
ASSUMA, ASSUMA, ASSUMA
A tua identidade!
Qual a minha identidade?
Mas qual é a minha identidade?
Sou poeta e escritora
Sou romântica e sonhadora
Não quero ser doutora
Apenas quero que minha eterna infância não morra.

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