Poema do Sonho

July 13, 2016

Olá fieis leitores do Blog do Dragão, essa semana trago a vocês um poema que escrevi meio sonambula e que foi baseado num sonho que tive. Fiquei meio receosa de compartilhá-lo, pois gosto muito dele e tenho medo das críticas. O que me levou a publicá-lo foi o pedido de um amigo que me encorajou. Espero que gostem.

 

 

 

 

Poema do Sonho

 

O medo rondava minha alma

Como uma serpente

Pronta para o dar o bote final,

 

Mas algo me mantinha calma,

Tinha que salvar aquela gente

Do meu âmago surgia uma chama fatal.

 

E eu seria capaz!

Nada poderia me derrubar!

Esse era o meu destino...

 

Uma tentativa audaz

Me faria lutar

Como se eu soubesse meu caminho.

 

A tempestade se aproximava.

Raios destruiriam inocentes.

E eu não poderia recuar.

 

Muita coisa que amava

Esqueceria completamente,

A grande onda tem poder de matar.

 

Eu também tenho o poder.

Sei que posso me sacrificar.

Vidas inocentes serão resgatadas.

 

Eles têm medo de morrer...

A Tempestade vai chegar...

A cada contagem mais almas amedrontadas.

 

Ninguém confia que poderei.

Ninguém acha que terei sucesso.

Ninguém mais acredita em mim,

 

Mas sua confiança obterei.

Sei que verão meu progresso.

Não posso culpá-los por serem assim...

 

É chegada a hora.

Não sei se me despeço.

Que bela última visão...

 

E é agora!

Talvez não tenha regresso...

Adeus ao horizonte, ao clarão...

 

Adeus, o problema está tão longe,

Mas cada vez mais perto.

Posso sentir a vibração pulsante.

 

A varanda de madeira do templo

Talvez não seja suficiente,

Não há tempo para testes.

 

Não há espaço para falhas.

Sei o que me espera.

Se sobreviver, sei o que me aguarda.

 

Não me darei ao luxo de chorar.

Lágrimas podem desconcentrar.

Estou proibida de errar.

 

Será?

Será mesmo que conseguirei?

Nunca saberei se não tentar...

 

Sou a única esperança

De um mundo condenado,

De um povo desamparado.

 

É um mistério

A condenação desse mundo.

Não há um só culpado.

 

Sinto a chama me consumir

A cada segundo...

Sinto raiva, medo e tristeza...

 

Não me sinto mais incapaz.

E se tiver que ir

Assim será.

 

O céu é uma festa de cinza e roxo,

Os raios são holofotes prateados.

O tsunami completa o magnífico e catastrófico quadro.

 

A descarga é lançada.

Se aguentar três: vitória!

Senão, morte certa...

 

São lançados os dados da sorte.

Com sua foice aguarda a morte,

Mas meu coração permanece forte.

 

Todos torcem por mim agora,

Perceberam que sou sua última chance.

Alguns vibram, outros choram...

 

Primeiro raio, diga não à derrota!

Segundo raio, diga não à fraqueza!

Terceiro raio... Vitória!

 

O tsunami ainda aguarda

Sua vez de causar mal.

Revida, violentamente, sentindo-se o tal.

 

Todas as forças que me restam

Uso para manter a gloria.

Evitei outro desastre.

 

A batalha fora intensa,

Sinto o corpo desabar.

Feliz, porém, por conseguir

Ao mal derrotar.

 

O céu agora clareia,

Mostra o lindo pôr do sol,

Minha alma se incendeia,

Mas se apaga ao final...

 

Ao contrário do esperado

Não estou morta, mas bem viva

E agora me aprontam, dando vivas.

 

Um casamento me aguarda

Por ter salvo aquele mundo.

Não é amor, é algo imundo,

Que me querem por ganância.

 

Estou chorando no altar,

Mas não é felicidade.

É tristeza absoluta.

Obrigada a me casar.

 

Era belo e charmoso.

Era forte, musculoso.

Era rico, endinheirado.

E rude, um mal-amado.

 

Era pobre de alma,

Miserável de coração,

Não possuía qualquer calma,

Por qualquer coisa gritava “Não”.

 

Pobre coitado, casava também por obrigação.

Já calculava como fugir,

Quando arrancaram minha esperança.

Agora só haveria ilusão...

 

Moraria num palácio

Ou talvez numa mansão,

Teria sempre o quisesse

Menos o amor de um bom coração...

 

Please reload

Colunas
Posts Recentes